sábado, setembro 22, 2007

...memoriiiiiiiiiiiiiiiies..lalalalalamemoriiiiiiiiies...


Eu era um bocadinho "songa monga" quando te conheci. Os meus pais sabiam que eu não falava com ninguém da escola. Aliás, eu detestava a escola; lembro-me que não sabia ir para lá sozinha; mas que conhecia o caminho de volta como ninguém.
Já não sei ao certo como me abordaste, mas que causaste boa impressão, sem dúvida. Andava na 3ª classe, quando ainda se chamava "classes" aos anos da primária.
Começámos a conversar sobre coisas importantíssimas, e fazíamos coisas que não tinham nada a ver com as parvoíces que as outras miúdas da nossa turma faziam.
Enquanto elas trocavam folhinhas de cheiro, nós antecipávamos o teste do dia seguinte com uma fotocópia que tu trazias de casa, do teste que o teu irmão tinha feito no ano anterior, e que, de certeza, iria ser igual!
Escrevias cartas de amor tipo "gostas de mim-sim-não-talvez" e eu entregava-as aos miúdos por quem te perdias de amores. Aquelas paixões assolapadas de uma semana.
Voltávamos para casa juntas todos os dias, a subir os montes de terras que havia onde hoje há prédios. Tu com o teu casaco dos pinguins, eu com a minha variadíssima colecção de chapéus.
Comprávamos grande fatias de bolo de bolacha e trocávamos cromos das pastilhas UV2. Tu tinhas ouvido dizer que havia alguém que REALMENTE TINHA os três cromos que faltavam.
Emprestavas-me a tua bicicleta nova, e eu caia com ela. Admirava-te. Eras a rainha da tua rua, e eu ainda era um bocadinho "songa monga"
Mudámos de escola. Continuaste a ser minha amiga. Andávamos com fatos de treino com "charlots" e gozávamos com a "Sónia Peixeira", a do vestido vermelho às bolas brancas.
Também gozámos com a M., naquela festa de anos para a qual fomos convidadas, e nem sequer havia comida, OU BOLO!
Mudámos de escola outra vez.
Conhecemos as outras "babes".
Gozámos com elas.
Ficámos amigas delas.
Fomos de férias para o Algarve com 15 anos, sozinhas, com os namorados delas escondidos dentro de casa.
Apanhámos bebedeiras terríveis com shots maléficos.
Trancámos a V. na casa de banho e escondemos a chave na lareira.
Saltámos em cima do colchão e espalhámos a roupa interior de toda a gente pela sala, enquanto dormiam. Exactamente no dia em que a mãe da L. apareceu lá em casa de surpresa, e os gajos escondidos tiveram de ir para o corredor em cuecas.
Fomos acampar com a minha tenda estranha e acordámos com ela desmontada em cima de nós.
"Está na hora do silêeeeencio! - Olhó'Geladooo!"
Acabámos o secundário. Tivémos os mesmos pesadelos de "preparação do baile", a treinar a valsa, e a escolher os "sapatinhos da lady di".
Fomos à viagem de finalistas. Andámos de skate pelos corredores do hotel.
Fizémos piqueniques no quarto, enquanto toda a gente ficou na disco aos pinotes. Cantámos o "black" dos Pearl Jam, em cima da cama, com trambolho do porta chaves a fazer de microfone. Fomos apanhadas a ouvir à porta de um dos quartos, tu com um copo de vidro encostado à orelha, eu, a meio caminho do corredor, em fuga.
Fizémos torneios de "sueca", "matraquilhos" e passeámos com o T., que era o único que tinha carro e nos levava para onde nós quisessemos. Oferecemos-lhe um autocolante a dizer "tirei a carta por correspondência" e ele COLOU-O MESMO no Fiat Uno do poder.
Fizémos "Rally tascas" todos os fins de semana, mesmo quando tínhamos de ir para casa à uma da manhã. Perseguimos mânfios que desconfiávamos estarem a enganar as nossas amigas.
Partilhámos segredos.
Crescemos.
Tirámos os nossos cursos e acabámos por "partilhar" também alunos.
Hoje em dia, já mais calmas (mas mesmo assim, nem por isso) continuamos a sair e a fazer as jantaradas em que os diálogos mais parecem o acabadinhos de sair do "sexo e a cidade".
Coisas de gajas.
Tínhamos 8 anos quando começou a aventura. Amanhã fazes 28.
E continuamos em delírios esquizofrénicos.
Recebi o teu convite:



Podes contar comigo.

Parabéns, Mary;)

sexta-feira, setembro 21, 2007

Segundo as recomendações do Ministério da Educação...


...a remuneração dos professores licenciados a leccionar as actividades extra curriculares deveria corresponder ao índice 126 da tabela, ou seja, aproximadamente 1090€ mensais.
Ora então porque é que os valores que oferecem à hora variam entre os 7 e os 12€?

Alguém terá a amabilidade de fornecer uma máquina calculadora QUE FUNCIONE às entidades dinamizadoras?

Obrigada

Another one bites the dust

Mais uma busca incauta, merecedora do prémio

HAN?

...and the winner is........


"pulan biar"

quarta-feira, setembro 19, 2007

Agora é que vou ficar até aos 50 em casa dos meus pais



Imaginem uma fila de automóveis com 3 faixas, tipo 2ª circular em hora de ponta.
Estamos ali há horas e as filas andam 2 centímetros por minuto.
Quando mudamos de fila, a pensar que vai ser mais rápido por ali, imediatamente depois de sairmos, aquela em que estávamos começa a andar que é uma graça.
E como é que nos sentimos aí?

Exactamente como me sinto por ter de recusar algumas propostas de emprego que me pareciam excelentes, mas em que não me podiam oferecer mais horas, mais dinheiro ou um contrato decente.

Fiquei parada na mesma fila de sempre, a engolir em seco.

A engolir em seco um grande sapo tóxico e verde.

Como a porcaria dos recibos dos quais não consegui fugir.

Se soubesse o que sei hoje, tinha-me mesmo candidatado a matemáticas aplicadas ou a biologias moléculares, soubesse eu contar mais que até 3, ou tivesse percebido alguma coisa das aulas de Ciências/biologia/Físico-Química que tive no Secundário.

Podia ser boa em tanta coisa...

Raspárta!

terça-feira, setembro 04, 2007

12 Out'



No caso de alguém me querer oferecer um presente, mas não saber bem o quê, pode aventurar-se com um par de bilhetes para o concerto de Zero 7 na Aula Magna, que eu desconfio que vou gostar muito.


segunda-feira, setembro 03, 2007